O que é a epicondilite lateral
É uma lesão por sobrecarga no tendão que se prende ao epicôndilo lateral, a saliência óssea do lado de fora do cotovelo. Esse tendão comanda os músculos que estendem o punho e os dedos. Quando a carga passa do que ele aguenta, surgem microlesões que não cicatrizam direito. Por isso o termo tendinite é impreciso: há pouca inflamação e muito tecido degenerado.
A versão do lado de dentro do cotovelo se chama epicondilite medial, ou cotovelo de golfista. O raciocínio é parecido, com outros músculos envolvidos.
Sintomas
- Dor na parte de fora do cotovelo, que pode descer pelo antebraço
- Dor ao segurar objetos com o braço esticado, como uma garrafa ou uma sacola
- Dor ao girar maçaneta, torcer pano ou apertar a mão de alguém
- Sensação de perda de força na pegada
Dormência nos dedos, travamento do cotovelo ou dor depois de uma queda apontam para outros problemas e mudam a investigação.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico na maioria dos casos. O médico localiza o ponto de dor e faz testes que reproduzem o sintoma. Ultrassom e ressonância ficam para quando a dor não segue o padrão típico, quando há suspeita de lesão maior do tendão ou antes de pensar em cirurgia.
Tratamento da epicondilite lateral
A maioria dos pacientes melhora sem cirurgia, ainda que o processo leve meses. O que funciona melhor:
- Reduzir a carga no tendão sem imobilizar o braço. Às vezes basta trocar a forma de segurar uma ferramenta ou ajustar a altura do mouse
- Exercícios de fortalecimento progressivo do antebraço, orientados por fisioterapeuta
- Braçadeira (órtese) logo abaixo do cotovelo nas atividades que provocam dor
- Medicação para dor nos períodos de crise
Infiltração no cotovelo vale a pena?
A infiltração com corticoide alivia a dor rápido, e é por isso que ficou tão popular. O problema é que, em boa parte dos pacientes, a dor volta depois de algumas semanas, e infiltrações repetidas podem enfraquecer o tendão. Ela pode ter lugar em casos específicos, mas não deve ser o tratamento principal. Outras opções, como o plasma rico em plaquetas, ainda têm resultados discutidos na literatura e precisam ser avaliadas caso a caso.
Quando a cirurgia é indicada
A cirurgia é reservada para poucos pacientes: aqueles que seguem com dor depois de vários meses de tratamento bem conduzido. O procedimento remove o tecido doente do tendão e estimula a cicatrização, e pode ser feito por via aberta ou por artroscopia.