O que é a capsulite adesiva
A cápsula é o envoltório que fecha a articulação do ombro. Na capsulite, ela inflama, engrossa e encolhe, e o espaço dentro da articulação diminui. O resultado é um ombro dolorido e rígido. A causa exata ainda não é totalmente conhecida.
É mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos e em pessoas com diabetes ou doenças da tireoide. Também pode aparecer depois de um período de imobilização, de uma cirurgia ou de uma pequena lesão.
As fases do ombro congelado
- Fase dolorosa. Dor intensa, pior à noite, e o movimento começa a diminuir
- Fase de rigidez. A dor diminui um pouco, mas o ombro fica travado
- Fase de descongelamento. O movimento volta aos poucos
O ciclo completo costuma levar de um a dois anos, e em alguns pacientes mais do que isso. Saber em que fase o paciente está ajuda a escolher o tratamento e a ajustar as expectativas.
Como é feito o diagnóstico
O ponto chave no exame é a perda de movimento passivo: nem o médico consegue levar o braço até o fim do arco. Isso diferencia a capsulite de uma lesão do manguito, em que o braço sobe com ajuda. A radiografia descarta artrose e calcificações, e a ressonância pode mostrar o espessamento da cápsula.
Tratamento da capsulite adesiva
A maioria dos pacientes é tratada sem cirurgia. O objetivo é controlar a dor para que o movimento possa ser recuperado:
- Medicação para dor e, em alguns casos, corticoide por via oral por tempo curto
- Infiltração intra-articular ou bloqueio do nervo supraescapular, que aliviam a dor da fase inicial
- Hidrodilatação, em que a cápsula é distendida com líquido injetado na articulação
- Fisioterapia respeitando a dor. Na fase inflamatória, forçar o alongamento costuma piorar
- Controle do diabetes e da tireoide, quando presentes
Quando a cirurgia é indicada
Para quem segue com rigidez importante depois de meses de tratamento clínico, a liberação da cápsula por artroscopia é uma opção. O procedimento é seguido de fisioterapia logo nos primeiros dias para manter o movimento ganho.
Quando procurar avaliação
Dor no ombro com perda de movimento, especialmente em quem tem diabetes, merece avaliação precoce. Na fase de dor, o tratamento certo faz diferença no conforto do paciente, mesmo que não encurte todo o ciclo.